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UMA HOMENAGEM À ISABEL, A "REDENTORA"
Não é preciso dizer que Teresópolis recebeu esse nome em homenagem à Imperatriz Teresa Cristina, a “Redentora”. Essa história quase todo mundo já sabe. O que queremos falar nessa seção é sobre outra história: a da belíssima cadeia de montanhas que cerca a cidade, cujo centro comercial está localizado a 910 metros de altitude (o mais alto do Rio de Janeiro). Dentre os vários picos que se pode avistar da região, destaca-se o Dedo de Deus, que virou símbolo natural do município, embora esteja localizado geograficamente fora dos limites de Teresópolis, em Guapimirim . A sensação de subir a serra de Teresópolis é única e só quem já experimentou o passeio pode ser testemunha disso. O caminho para a região proporciona a vista do Parque Nacional da Serra dos Órgãos com suas formações rochosas em contraste com a exuberante vegetação. No caminho percorrido pela Baixada Fluminense o visitante passará por importantes rios, como o Saracuruna, Imbariê, Inhomirim, Suruí e Magé. Nesse trecho é possível ver a ferrovia instalada no Brasil pelo Barão de Mauá, entre o antigo Cais Mauá, no fundo da Baía de Guanabara, e a Raiz da Serra da Estrela. Uma das subdivisões da Serra dos Órgãos, a Serra da Estrela, desempenhou um papel muito importante no século XIX, pois nela se encontrava um dos melhores caminhos entre o Rio de Janeiro e as Minas Gerais, com início no Porto da Estrela, passando por Petrópolis. O Pico do Dedo de Deus é marca registrada da Serra dos Órgãos e é possível ver visto a partir do quilômetro 22,5, logo após o posto da Polícia Rodoviária Federal. Teresópolis tem o privilégio de possuir a melhor vista do monumento natural.
Mais adiante, invadindo toda a vista, surge a primeira imagem da exuberante vegetação do Parque Nacional, que estabelece um belo contraste com as rochas ao fundo revelando incríveis contornos sinuosos. Os primeiros seis quilômetros da serra são marcados pela proximidade da floresta tropical. A vegetação adiciona um belo colorido às encostas, repletas do roxo das quaresmeiras e o amarelo das acácias. Os rios Corujas e Bananal, descendo a serra em direção à Baixada Fluminense, criam belas cachoeiras durante os seus percursos. A cada nova curva, uma nova descoberta. Do alto, descortinam-se imensos picos e suas formas curiosas. Paralelamente, a estrada passa a oferecer, em pequenos belvederes, amplas vistas da Baixada Fluminense, entre os íngremes vales da Serra . Dez quilômetros após o início da subida localiza-se a sub-sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Bem próximo dali é possível encontrar o Poço Verde. O acesso a aquela deliciosa piscina natural do Rio Soberbo é feito por meio de uma pequena trilha de fácil acesso. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos possui uma Floresta Tropical Pluvial Atlântica rica em palmeiras, cipós, epífitos e árvores de elevado tamanho. As formas florestais, apesar de apresentarem aparência primitiva são, na verdade, matas secundárias bem evoluídas, com respeito à sucessão florestal. Entretanto, alguns trechos do Parque apresentam cobertura original. A fauna do parque é semelhante a de outros parques situados na mesma região, com grande número de pequenos mamíferos que podem ser observados de dia e de noite. A avifauna é muito rica em formas de diferentes grupos. Entre as aves ameaçadas de extinção encontramos o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), o bicudo (Oryzoborus crassirostris) e a jacutinga (Pipile jacutinga). A poluição hídrica, os desmatamentos, a erosão dos solos, o lixo, a ação dos palmiteiros, as perturbações humanas, o vandalismo, a poluição do ar pelo tráfego intenso na BR-116, a caça ilegal, os ventos poluídos e os riscos constantes de afogamentos no Parque são alguns contratempos que precisam ser superados pelos visitantes.
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