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A GLORIOSA HISTÓRIA DA IMPERIAL CIDADE DE PEDRO

Petrópolis, a inesquecível terra dos índios coroados, é uma cidade sui generis. A história do município confunde-se com a própria história do Brasil, afinal, é a única Cidade Imperial das Américas, originária de um sonho do Imperador D. Pedro II.  O município, mesmo tendo sido concebido a partir de uma idéia do próprio Imperador, nunca esteve alheio às regras que o regime, pós-independência, impôs às demais comunidades existentes no Brasil. Originária de uma pequena povoação, a Petrópolis que surgia pertencia territorialmente à Fazenda Imperial, à época, constituída sobre o regime de enfiteuse (cessão do domínio útil, com reserva do domínio direto, de uma propriedade imóvel).  Àquela época, a povoação não passava de um curato (área sobre a direção espiritual de um Cura, ou seja, pároco de aldeia), anexo à freguesia de São José do Rio Preto, que por sua vez pertencia à Vila de Paraíba do Sul, todas localizada na Província do Rio de Janeiro. 

No dia 29 de março de 1844 foi separada desta e passou a constituir um distrito independente.  Dois anos depois a Província do Rio de Janeiro, por meio da Lei número 397 de 20 de maio 1846, cria a Vila da Estrella. Petrópolis, então, fora anexada a essa e elevada à categoria de freguesia. Quando os movimentos para elevar a então freguesia à categoria de cidade surgiram Petrópolis não tinha nem bem doze anos de existência.  A partir de 29 de setembro de 1857 a freguesia fora elevada à categoria de cidade, sem mesmo ter sido elevada antes à condição de Vila.  

Além do Coronel Amaro Emílio da Veiga outros homens ilustres lutaram pela emancipação da Cidade Imperial, entre os quais, os deputados da Assembléia Geral Provincial João Batista da Silva, Ignácio José da Silva, Augusto da Rocha Fragoso, Dr. Thomaz José da Porciúncula  e João Meyer.  Participaram dessa cruzada os fundadores dos primeiros jornais petropolitanos: Bartholomeu Pereira Sudré, do Mercantil; Quintino Bocaiúva e Emílio Zaluar, do Parahyba, além de Henrique Kopke – conhecido professor e, sobretudo, do Barão de Mauá, pioneiro das estradas de ferro e grande responsável pela facilitação do acesso da Capital do Império a Petrópolis, entre outros, que ajudaram a construir a história da cidade. Esses mesmos homens e muitos outros comporiam as primeiras Câmaras Municipais do período imperial.  Assim, por força da legislação, as cidades e as vilas necessitavam possuir Câmaras eletivas.  Porém, com a elevação à categoria de cidade, Petrópolis perdeu a contribuição de 100:000$000 (cem contos de réis), que recebia da Fazenda Imperial, a título de auxílio, para passar a ter uma estimativa de receita de apenas 8:000$000.

 
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