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HISTÓRIA DE ANGRA DOS REIS
Em 1559 nascia, como resultado da doação de uma sesmaria, o primeiro povoado da Baía do Reis, na localidade que hoje é conhecida como Vila Velha, bem próxima ao local onde está localizada a cidade de Angra dos Reis. A doação daquelas terras foi feita por Martim Afonso de Souza, à época, Capitão Geral da Capitania de São Vicente. Em 1624 o povoado, que já havia se transformado em vila, transferiu-se para as imediações do Convento do Carmo, onde se fixou definitivamente. Os primeiros momentos daquele novo povoado que surgia foram marcados pelas constantes lutam contra os índios Tupinambás, pelas ameaças de invasão de piratas, que buscavam a extração de prata e abrigavam-se nas proximidades da Ilha Grande e pelo intenso desbravamento da região, entre as altas montanhas e os avanços do mar. A região, de difícil exploração, era cercada de misteriosas ilhas e os parcos recursos náuticos disponíveis dificultavam a exploração de todo aquele litoral.
A área do continente oferecia estreitas planícies onde se instalaram as primeiras plantações de cana e os primeiros engenhos para a produção de açúcar e aguardente. Essas planícies ficavam ainda mais belas porque eram entrecortadas por rios como o Ariró, o Bracuí e o Jacuecanga. Foi no mar, no entanto, que se projetou a riqueza de Angra. Situada em um local muito apropriado à instalação de um porto, numa enseada abrigada e com profundidade satisfatória, a cidade foi ponto de partida para os que viajavam para São Vicente. No século XVIII o local serviu de passagem para os que iam e vinham das Minas Gerais, ocupados com os negócios do ouro. No século XIX a região abriu as portas do mar para o café, plantado no Vale do Paraíba e escoado para o mundo por meio do porto angrense. Foi o café que agitou as calmas águas de Angra dos Reis, favorecendo o movimento das tropas que cruzavam a Serra do Mar e possibilitando o surgimento de armazéns, casas de comércio para importação e exportação, novas igrejas e imponentes sobrados.
Com tudo isso, Angra se tornava um dos mais importantes portos do país e estabelecia uma navegação ativa com os portos de Sepetiba e do Rio de Janeiro. Com o avanço das estradas de ferro na região, a partir de 1860, unindo diretamente o Vale do Paraíba ao Rio de Janeiro, e a decadência que a maré cafeeira passaria a enfrentar na província, Angra assistiu ao declínio de sua prosperidade, o que culminou com o surgimento das ruínas e o abandono das igrejas. Restava ao belo pedaço de litoral do Oceano Atlântico apenas uma saída: o mar. Como no início de sua história, a cidade continuava voltada para uma imensa baía de águas cristalinas, povoada de ilhas jamais sonhadas, por onde navegavam barcos de pesca, navios e embarcações de turismo que procuravam as maravilhosas ilhas daquele litoral. Assim, Angra reencontrou o seu caminho e se desenvolveu apostando no turismo internacional, tornando-se, assim, um dos points preferidos de celebridades de todos lugares. Afinal, Angra será sempre dos Reis e Rainhas de todo mundo.
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