Tânia Alves mantém horta orgânica para spa Imprimir E-mail
Sáb, 16 de Julho de 2011 14:33

Localizado em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, o local foi criado de forma que garantisse aos frequentadores bem estar e uma alimentação saudável. Desde o momento que adquiriam a propriedade, Tânia e o sócio, Tadeu Viscardi, planejaram desenvolver uma horta orgânica, sem agrotóxicos. “Ele e eu sempre fomos ligados à saúde e ecologia pessoal – que é a ideia de você ter uma comida que te dê prazer agora sem começar a poluir o seu sistema, seu corpo. Comecei por aí”, disse. Para que o projeto desse certo, o grupo acreditou na capacitação de agricultores locais logo no início do spa, há 20 anos, quando a propriedade ainda possuia uma horta com intervenção química. “Foi difícil convencer as pessoas, os agricultores. Eles não queriam aprender, não sabiam as novidades e tinham medo do desconhecido. Trabalhamos muitos anos, acionamos a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e conversamos com agrônomos. Eles falaram com essas pessoas para esclarecer, conscientizar. Hoje, eles são profissionais que sabem mais do que todos das redondezas. Viram que é possível e conseguiram.” Os agricultores aprenderam como fazer o plantio sem o uso de agrotóxicos. “Hoje, conseguimos plantar nossas coisas, que são deliciosas e não tem deformidades vindas dos agrotóxicos. Na lavoura, você vê os sacos com caveiras. É um veneno. Não vai te matar na hora, mas o efeito acumulativo não se menciona.”

Quando a agenda de atriz, cantora e empresária permite, ela acompanha desde o processo de semeio à colheita dos alimentos. “Eu gosto de ficar perto dos agricultores e plantei muitas coisas. Desenhei a horta orgânica e os campos”, contou. O spa Maria Bonita produz um cardápio variado que inclui frutas e hortaliças como couve, brócolis, repolho, cenoura, alface de vários tipos, agrião rúcula, abóbora, abobrinha e beterraba. Ervas também ganharam espaço já que se pode encontrar as medicinais camomila, novalgina, funcho, babosa, boldo e carqueja; e aromáticas como manjericão a alecrim. “Com minhas mãos, plantei cravo, canela, louro e urucum”, listou, animada. A horta orgânica supre 70% da demanda do spa e ainda exporta o excedente para supermercados locais. O restante, variedades que ainda não são produzidas no local, é adquirido por meio de compra. Para Tânia, o meio ambiente agradece este processo de cultivo. “Você não danifica a terra. Respeita rituais que a monocultura, com agrotóxicos para render mais e lucrar, não respeita, que é a variação do que é plantado para criar a diversidade do solo. A soja é cheia de agrotóxicos, o que faz render mais e só tem esse tipo de alimento. O uso de veneno envenena a terra e a rede hídrica da região – rios e lençóis freáticos.”

(Fonte: Revista Quem Acontece)

 

Comentários 

 
0 #1 Jorge Lepsch 02/01/2012 14:29
Parabéns a Tania por esta iniciativa o meio-ambiente agradece e com certeza a clientela do SPA também. Bem pensada a maneira de dar condições para os agricultores através da Embrapa. Estes se tornam divulgadores da cultura organica trazendo beneficios a todos.
Citação
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Banner

Web Rádio Gazeta das Cidades

Enquete

Qual dessas carências é a maior na sua opinião

Banner


Banner