| Conservar os imóveis no Centro Histórico |
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| Sáb, 16 de Outubro de 2010 00:00 |
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Com uma miscelânea de estilos em suas construções - colonial, art-déco, modernista, art nouveau e arquitetura de influência suíça -, Nova Friburgo, na Região Serrana, terá cerca de 250 imóveis de valor histórico-cultural - dos poucos que restaram de pé - preservados. Desde a aprovação da lei municipal 3.794/09, criada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, que garante cuidados especiais em construções antigas, 146 casarões foram selecionados e serão completamente tombados. O conselho é formado por representantes de ONGs locais como a Associação de Artistas de Friburgo e de órgãos e entidades federais e estaduais como Iphan, Inepac, IAB e Crea-RJ. Entre os imóveis tombados, estão casas remanescentes no entorno da Praça Getúlio Vargas, como a antiga residência do Barão de Nova Friburgo (hoje Oficina-Escola de Artes), a Casa da Cultura (antigo Fórum Júlio Zamith), o edifício Spinelli, um clássico art-déco assinado por Ricardo Buffa, e sobrados usados por lojas, além do Hotel São Paulo e o Colégio Nossa Senhora das Dores.
- Friburgo tem como um de seus maiores patrimônios uma riqueza histórica inigualável. A menos de uma década da comemoração dos 200 anos de fundação do município, é fundamental esse resgate histórico para promover um reencontro com as raízes e a memória da cidade. Já foram perdidos muitos imóveis importantes, que, mesmo tombados em gestões anteriores, foram demolidos ---- diz o prefeito Heródoto Bento de Melo. Com o tombamento, o dono do imóvel recebe um desconto de 75% no IPTU. A gerente do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Friburgo, Lilian Barreto, percebe que a principal dificuldade no trabalho é a reação dos proprietários. - Na maior parte dos casos é por falta da informação. Mudanças poderão ser feitas sempre, basta apenas consultar o conselho - explica Lilian. (Fonte: Jornal O Globo) |









