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A cidade que conhecemos hoje como
Nova Friburgo foi berço do primeiro movimento
migratório organizado de europeus
não-portugueses para o Brasil. A vinda de
imigrantes suíços para a Colônia do
Morro Queimado,
onde hoje está localizada Nova Friburgo, em
1819, abriu precedentes para a vinda de alemães,
espanhóis e italianos na segunda metade do
século XIX.
Desde a "descoberta" do Brasil,
Portugal se preocupava com o povoamento de sua
maior colônia, com medo de que os espanhóis a
invadissem e dela se apossassem. A colonização
foi feita livremente, predominando sempre a
quantidade em detrimento da qualidade, devido à
necessidade de muitos braços para o trabalho na
nova terra. |
Já no século XIX, o Rei de
Portugal,
Dom João VI,
querendo uniformizar o sistema de colonização do
Brasil, firmou um acordo com a européia
Confederação Suíça, a respeito de uma imigração
de colonos suíços para aquelas terras.
Em 1818, o rei assinou o decreto
que determinava a imigração suíça para o Brasil.
Inicialmente, a colônia seria instalada na
Fazenda de Santa Cruz, lugar encharcado e de
clima quente, mas a idéia foi trocado pela
Fazenda do Morro Queimado, um lugar alto e de
clima frio, bem mais ameno para os suíços,
acostumados com baixas temperaturas. A Fazenda do Morro Queimado era
um terreno montanhoso e pedregoso, regado pelos
rios Bengalas e Cônego, que nascem dos rios
Canudos e do
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Queimado e confluem no Rio
Grande, que deságua no
Paraíba.
Produzia milho, feijão, trigo, centeio, batatas,
frutas tropicais. De clima salubre, a
temperatura chegava, no máximo, aos 19 graus no
verão e caía pra apenas zero grau no
inverno.
Inúmeras foram as famílias
desejosas de refazer a vida no Novo Mundo: ao
invés das cem famílias com oito pessoas cada que
eram previstas, vieram da suíça 1083 adultos e
120 crianças menores de três anos. A eles
juntaram-se outros indivíduos de outras
nacionalidades, totalizando 2003 colonos. Sete
navios partiram para o Brasil, em 1819. A dura
viagem sepultou no Atlântico 213 imigrantes, mas
nasceram também algumas crianças. Aportaram
naquele mesmo ano, no Rio de Janeiro, 1682
pessoas.
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Várias foram as dificuldades
enfrentadas pelos colonos: a configuração
acidentada das terras, que conferia-lhe grande
dificuldade para o plantio; o número elevado de
pessoas; a deficiência das acomodações; a
anarquia administrativa; e a distância da
capital. Aos poucos, os colonos foram
abandonando a Colônia do Morro Queimado, e
outros, chegados por último, ao saberem dos
problemas na colônia preferiram ficar no Rio de
Janeiro. Alguns deslocaram-se em direção às
nascentes, formando os povoados de Lumiar,
São Pedro da Serra,
Boa Esperança, Benfica e outros. Nova Friburgo
ficou quase deserta. Vários indivíduos saíram da
colônia em busca de terras mais férteis e de
mais fácil locomoção. |
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A 13 de janeiro de 1820 a Colônia
do Morro Queimado foi elevada à categoria de
vila, passando a se chamar Vila de Nova
Friburgo. O nome, de origem suíça, significa
"cidade livre" e foi uma homenagem à grande
maioria dos colonos vindos do cantão suíço de
Fribourg.
Apesar disso, a ex-fazenda continuou a sofrer um
retrocesso pela falta de braços para lavoura.
Dessa forma, resolveu-se enviar para Friburgo
uma leva de imigrantes alemães que se achava
alojada em Niterói, sem destino determinado.
Cerca de 284 colonos alemãs se estabeleceram na
vila, em 1824. Posteriormente, foram chegando
italianos, libaneses entre outros. |
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