segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Vestígios de pólvora nas mãos de Walmor Chagas

Segundo informou o delegado Marcelino da delegacia seccional de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, um laudo provisório do exame residográfico indicou vestígios de pólvora na mão direita de Walmor Chagas, o que em tese comprova a hipótese de suicídio do ator global, já que ainda é necessário esperar o laudo oficial. O mesmo exame foi realizado nas maõs do caseiro e o resultado negativou qualquer suposição em relação ao envolvimento dele na morte do artista. Walmor foi encontrado morto, nesta sexta-feira (18), em sua chácara, em Guaratinguetá, cidade localizada no Vale do Paraíba, interior de São Paulo (SP). A Sala de Comunicações da Polícia Civil da cidade chegou a divulgar que o óbito foi devido a um tiro no peito, mas no final da noite, corrigiu dizendo que foi na cabeça. A polícia investiga o caso e inicialmente trabalha com a hipótese de suicídio do ator, que estava com 82 anos.

Embora não descarte outras possibilidades, a principal hipótese da investigação é de que ele tenha se suicidado, devido às circunstâncias em que seu corpo foi encontrado, apesar de o artista não ter dado sinais de que tiraria sua própria vida, segundo relatou aos investigadores José Arteiro de Almeida, funcionário que trabalhava há 30 anos com Chagas e o encontrou morto. De acordo com informações do boletim de ocorrência, disponibilizado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o corpo de Chagas foi encontrado pelo funcionário por volta das 17h, que chamou a Polícia Militar. O ator estava na copa da casa, com uma marca de tiro no lado da cabeça e, sobre sua perna, a polícia encontrou uma arma calibre 38, que foi recolhida para perícia ainda ontem. Também foram apreendidos o aparelho celular da vítima e munições da arma, que passarão por perícia.

À Polícia Civil, Arteiro disse que Chagas vinha reclamando de problemas de saúde, como diabetes e problemas na visão, mas que não aparentava estar depressivo, nem deu sinais de que poderia se matar. O funcionário afirmou ainda que, pouco antes do ocorrido, ele e o ator haviam conversado normalmente. O funcionário, então, relatou que saiu da casa por volta das 16h e, quando voltou, já o encontrou sem vida. A polícia não confirmou, porém, se Chagas teria deixado algum bilhete ou carta. Segundo a análise do corpo, o tiro entrou pelo lado direito da cabeça, atravessou o crânio e saiu pelo lado esquerdo. Além de Arteiro, outros dois funcionários viviam na casa com o ator - um auxiliar de idosos e uma cozinheira -, mas eles não estavam no local no momento em que o fato ocorreu. Por ter sido a pessoa a acionar a PM, Arteiro foi submetido a um exame residuográfico (o procedimento é padrão em casos de investigação de morte).  A Polícia Civil deve colher novos depoimentos na próxima semana.

(Fonte: UOL)

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