France Football: Copa no Qatar foi "comprada"

Milhão e meio de dólares é quanto terá custado, em Dezembro de 2010, à candidatura do Qatar ao Mundial 2022 obter os votos de Issa Hayatou e Jacques Anouma, ambos da Confederação Africana de Futebol, no sentido de que os qataris fossem escolhidos para acolher a competição. A denúncia foi feita pela revista gaulesa "France Football", envolvendo ainda o próprio Michel Platini, líder da UEFA, além do próprio Nicolas Sarkozy, então presidente francês, que teria pedido ao dirigente para apoiar o Qatar por "questões geopolíticas". Platini nega, diz que o seu voto foi o de um "independente" e ameaça "recorrer à justiça".

A publicação aponta que Sarkozy e Platini se terão reunido, mais tarde, com o príncipe Tamim bin Hamad Al Thani para que o futebol francês tivesse contrapartidas e o resultado foi a aquisição do PSG pela Qatar Investment Authority. Mais 1,25 milhões de dólares teriam sido gastos pelos qataris para que os votos dos africanos na Comissão Executiva da FIFA fossem assegurados. "É pura especulação", reagiu Platini. "Crer que o meu voto foi resultado de acordo entre os governos só descredibiliza quem escreve essas mentiras. Admito recorrer à justiça contra quem ponha em causa a minha integridade neste processo", defendeu-se o líder da UEFA.

Não é a primeira vez que surgem indícios de possível favorecimento ao Qatar. Há dois anos, o ex-vice-presidente da FIFA, Jack Warner, referiu que quatro membros da Comissão Executiva teriam recebido cerca de 20 milhões de dólares em troca dos votos: o camaronês Issa Hayatou, o paraguaio Nicolas Leoz, o argentino Julio Grondona e o guatemalteco Rafael Salguero. Resultado: Warner foi acusado de corrupção e demitiu-se.

(Fonte: Económico)

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