A precariedade da saúde pública de Cabo Frio

Pacientes do Posto de Atendimento Médico (PAM), no bairro São Cristovão, em Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio,   reclamaram da falta de atendimento médico no início da tarde desta segunda-feira (15). Segundo eles o neurocirurgião que atende na unidade não aparece há quase um mês. Fernanda da Rocha, trouxe a mãe para ser atendida pela terceira vez e mais uma vez não conseguiu atendiemento. "O médico Dr. Aulus, já pela terceira vez, marca o atendimento e simplesmente não aparece. Todas as vezes que eu venho com a minha mãe, eles dizem que o médico está de sobreaviso, está fazendo cirurgia em outro lugar,  em um engarrafamento. Eu não aguento mais desculpas desse médico. Preciso de uma solução para o atendimento da minha mãe’’, disse a comerciante. Fernanda da Rocha disse, ainda, que os funcionários do PAM estão trabalhando sem identificação. "  Ninguém usa crachá aqui. Isso aqui está uma bagunça", reclama.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Cabo Frio, 20 médicos atendem 200 pacientes diariamente no local. Morador de Cabo Frio, Luiz Carlos Borges também quer uma solução para a demora no atendimento no PAM. Precisando de uma consulta com o neurocirurgião, o pintor diz que não aguenta mais tanta espera. ‘’Eu estou indignado, minha vontade é de chorar. Pelo amor de Deus eu quero ter direito ao atendimento de saúde, gente. Eu tenho minha família pra sustentar, preciso da minha saúde.  Pelo amor de Deus me ajudem’’,   disse Luiz. No prédio ao lado do PAM, a reclamação nesta segunda-feira (15) era a falta de condições das cadeiras, de infra-estrutura para receber os pacientes. No local funciona o  Serviço de Atenção às Pessoas Estomizadas. O local é polo da baixada litorânea. Pedro Alves disse à preportagem do G1 que é desconfortavél ter que esperar sentado em um lugar tão mal conservado.

''É muito ruim esperar aqui. É uma vergonha. Eu pago meus impostos, minhas contas e mereço um serviço melhor. Nem cadeira decente a gente tem por aqui'',  reclama o aposentado. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Cabo Frio, os funcionários estão trabalhando sem identificação porque os crachás estão sendo confeccionados. Nenhum prazo foi dado para a resolução do problema. Sobre a falta do médico Dr. Aulus, a assessoria disse que, neste período, o médico teve algumas emergências médicas. Nesta segunda-feira (15) ele esteve operando uma pessoa no Hospital Central de Emêrgencia. No entanto, o médico vai atender em horário diferenciado e alguns pacientes serão remarcados para outros médicos. A assessoria não soube dizer quando essas remarcações começam a acontecer. Sobre as condições dos assentos do Serviço de Atenção às Pessoas Estomizadas, a resposta a resposta da assessoria foi que o local está em reforma e as cadeiras estão dentro do pacote para serem trocadas. A assessoria de imprensa não soube dizer quando esta troca será feita.

(Fonte: Portal G1)

Comentários