Nem a PM escapa de ser alvo da bandidagem

Dois dias após um fisioterapeuta ser baleado por bandidos durante roubo a sua motocicleta, no bairro Maceió, a onda de crimes que assola Niterói fez nova vítima ontem. Desta vez, um policial militar foi alvo da violência. O sargento do 12º BPM (Niterói), Celso de Jesus, 46 anos, que estava de folga, foi atingido por três tiros, durante assalto a um posto de gasolina, na Avenida João Brasil, na Engenhoca, na zona norte de Niterói. O policial foi baleado na nuca, barriga e num dos braços, quando abastecia o seu carro, um Honda Civic. Ele foi socorrido por funcionários e levado para o Hospital Azevedo Lima, no Fonseca, onde está internado em estado grave. Testemunhas disseram que os criminosos fugiram numa Toyota Hilux. Eles teriam o apoio de cinco motocicletas.

Repúdio
- Representantes da sociedade civil em Niterói são unânimes ao apontar o motivo do aumento de violência no município: a falta de policiamento nas ruas da cidade. O diagnóstico, porém, já havia sido constatado por O SÃO GONÇALO, durante matéria especial divulgada, ontem. O presidente do Conselho Comunitário da Região Oceânica, Guilherme Flach, destacou que a região tem metade da área de Niterói, cerca de 80 mil habitantes, e precisaria de mais policiais nas ruas para impedir a ação dos criminosos. “Niterói não tem UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), nem policiamento ostensivo suficiente. Com isso, nós ficamos à mercê dos bandidos”, reclamou.

O presidente da seção da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) em Niterói, Antônio José Barbosa, lembrou que o efetivo reduzido da polícia militar na cidade transformou bairros, que antes eram tranquilos, em lugares ameaçadores para a população. “Bairros tranquilos, como os da Região Oceânica, estão sendo atacados. Antes havia, na maior parte dos casos, pequenos roubos. Agora, além de assaltar, os bandidos estão matando. É preciso que a polícia tome providências para resguardar a sociedade”, alertou. Antônio Barbosa anunciou que a OAB está organizando uma reunião no fim deste mês com a polícia militar, federal e civil para cobrar soluções para a onda de violência na cidade.


PM
- Através da assessoria de imprensa, a PM declarou que “tem buscado recrutar mais profissionais para as suas fileiras, visando atender não somente a capital, mas também a região metropolitana, que vem apresentando grande demanda na área de segurança pública. Apesar de estarmos atuando contundentemente contra os índices criminais de maior incidência, com números favoráveis em alguns itens, sabemos que devemos atuar junto à percepção da população e isso se dará com maior número de policiais nas ruas”.

(Fonte: O Fluminense)

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