Metade dos jovens infratores usam drogas

Sete em cada dez adolescentes infratores que cumprem medidas socioeducativas ouvidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disseram ser usuários de drogas. A maconha é o entorpecente mais consumido, depois vem a cocaína e o crack. A constatação é da pesquisa Panorama Nacional – A Execução das Medidas Socioeducativas de Internação feita com base nos dados do programa "Justiça ao Jovem". O estudo traçou o perfil de 17,5 mil jovens infratores que cumprem medidas socioeducativas no País. O levantamento também mostrou que 14% dos jovens infratores pesquisados têm pelo menos um filho e apenas 38% foram criados pelos pais. Além disso, metade deles é reincidente na prática criminal. O roubo e o tráfico de drogas são as infrações que mais levam os jovens (60% dos entrevistados) ao cumprimento de medidas socioeducativas. O estudo foi divulgado na terça-feira (10/04), em Brasília (DF), pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso. Ele foi feito pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do conselho com base nos dados colhidos pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF), entre julho de 2010 e outubro de 2011.

(Fonte: Jornal Correio do Estado)

Comentários

  1. NÃO PODEM SE ESQUECER DO PRINCIPAL E LÍTA - O ALCOOL!

    ResponderExcluir
  2. Eu fico bem triste com tudo isso. Pois o que vai ser dos filhos dos nossos filhos daqui alguns anos.

    ResponderExcluir
  3. O que me entristece mesmo é que esse cerceamento de liberdades individuais - ao qual se chama política de repressão às drogas - multiplica por muito o que não passa de questão de saúde pública, transformando-a em problema de segurança pública, de polícia, de educação, economia, e, no fim das contas, um problema social que criminaliza a juventude, em especial a juventude empobrecida; extingua-se a repressão e alcançaremos avanços significativos em direitos básicos de cidadania; de cara, esvaziaríamos em 40% o sistema penitenciário - sênior e junior pois, não nos enganemos, as unidades de internação de adolescentes são pouco ou nada além de categorias de base do sistema penitenciário - teríamos todo o efetivo das polícias militar, civil e federal disponibilizado para garantir a segurança e a ordem, sem estarem hiperatarefados com a repressão às drogas e poderíamos reverter as sobras da segurança publica para educação e saúde... enfim... uma simples medida, de descriminalizar o comércio e consumo de drogas (posteriormente regulamentando legalmente) não nos traz qualquer prejuízo, além de contribuir consistentemente com o processo democrático.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

ARQUIVOS DA GAZETA

Mostrar mais